quinta-feira, 24 de março de 2011

Sob pressão dos ruralistas, Parque Nacional do Iguaçu está ameaçado.

Por Riquieli Capitani
Da Página do MST

Um informativo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) anuncia a diminuição de 10 km para 1.200 metros da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, ainda neste mês, por meio de uma portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Com isso, os ruralistas teriam permissão para plantar milho transgênico nas Unidades de Conservação, depenndendo ainda de parecer favorável do Conselho do Parque Nacional do Iguaçu (Conparni) e assinatura da presidenta Dilma Rousseff.
O Parque Nacional do Iguaçu, localizado na região oeste do Paraná, é uma unidade de conservação de proteção integral na qual as atividades desenvolvidas têm de respeitar seu plano de manejo. O parque foi considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
A unidade de conservação possui plano de manejo aprovado, no qual foi fixada a zona de amortecimento num raio de 10 km nas áreas circundantes ao parque.
Nesse plano de manejo, fica proibido o cultivo de transgênicos em sua zona de amortecimento, o que torna ilegal a utilização de organismos geneticamente modificados no entorno do Parque Nacional.
A proibição do plantio de organismos geneticamente modificados garante a preservação da fauna, flora, ecossistemas, e também das comunidades locais que têm seus modos de viver e fazer associados à conservação e melhoramento da agrobiodiversidade e da biodiversidade.
Contudo, apesar de se ter uma área de 10 km de preservação ambiental, estudos técnicos oficiais desenvolvidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná comprovaram que essa margem é insuficiente para evitar tal contaminação.
Com a possibilidade de diminuição da área de proteção, agricultores localizados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu e organizações da sociedade civil, como a Via Campesina, exigem a imediata paralisação do processo de edição da portaria.
Mais de 50 entidades enviaram carta ao presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rômulo José Fernandes Barreto Mello, contra a diminuiação da área de proteção do parque. (clique aqui para ler o documento)

Histórico
Mesmo sabendo que na zona de amortecimento do Parque Iguaçu é proibido o plantio de transgênicos, a empresa transnacional Syngenta Seeds realizou experimentos ilegais com sementes no Entorno do Parque Nacional do Iguaçu, em Santa Tereza do Oeste,
A irregularidade foi comprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que encontrou transgênicos a 6 km do parque.
O instituto realizou uma vistoria em 18 propriedades ao redor do parque e constatou a  ilegalidade praticada pela Empresa Syngenta, ou seja, o plantio de mais de 12 hectares de milho e soja transgênicos. Na época, empresa admitiu o crime durante o processo.
Em 2006, organizações de direitos humanos e movimentos sociais denunciaram a Syngenta ao Ibama.
A transnacional recebeu uma multa ambiental no valor de R$ 1.000.000, 00 (um milhão de reais) pela ilegalidade cometida, mais ainda não efetuou o pagamento.
No mesmo ano havia rumores de que a Syngenta retomaria os experimentos com organismos geneticamente modificados, o que motivou os trabalhadores rurais da Via Campesina a ocuparem a estação experimental.
No dia 21 de outubro de 2007, 30 homens fortemente armados e com uniformes da empresa contratada para fazer a segurança da Fazenda da Estação Experimental da transnacional Syngenta Seeds invadiram a área e atiraram contra os trabalhadores.
O ataque resultou na morte do militante do MST Valmir Mota de Oliveira, o “Keno”, e deixou a trabalhadora rural Isabel do Nascimento de Souza com graves sequelas.

 

quarta-feira, 23 de março de 2011

A hipocrisia da classe média

*Ari de Oliveira Zenha
Caros Amigos

“Para os trabalhadores a verdade é uma arma portadora da vitória e o é tanto mais quanto mais audaciosa for.”
Georg Lukács
A classe média tem desempenhado historicamente um papel importante dentro do sistema capitalista. Como o próprio termo diz média, intermediária, entre dois pólos, atua como uma espécie de amortecedor e alavancador do sistema produtivo do capital, isto política, social e economicamente.
Foi com o advento do capital e sua consolidação como sistema produtivo que esta classe foi adquirindo importância e amplitude.
A formação política da classe média, e isto, falando de forma ampla, é extremamente conservadora e reacionária. Seu projeto de existir, de viver, de agir, de atuar, apesar de ter uma diretriz, um rumo, um objetivo, é conflituoso enquanto classe em si e para si. Este conflito se manifesta em todos os níveis da existência humana. Ao se tornar uma classe para si, ela teve que optar por um projeto político e econômico, e, abraçou o capital como o seu provedor político, econômico e social.
Posicionando dentro deste espectro amplo do sistema econômico capitalista a classe média teve seu apogeu, principalmente nos países desenvolvidos, nas décadas de cinqüenta e sessenta, depois disso tem entrado em um processo de decadência e degeneração incrível. A degeneração da classe média está clara hoje no mundo globalizado do capitalismo. Em toda a parte do planeta esta classe tem apresentado traços, que poderíamos dizer: patológico, alienante, egoísta, cultuando o corpo pelo corpo, o viver pelo viver, o medo doentio é sua marca registrada, pois ao abraçar o sistema capitalista decadente ela absorveu e tem absorvido todo o modus degradante que é inerente deste sistema.
O existir da classe média dentro do capital é viver no inferno pensando no paraíso prometido pelo capital.
A decadência globalizada do capitalismo atualmente, leva consigo não só a classe média, mas todo o nosso planeta. Como classe este aglomerado de seres humanos, sem projeto próprio, perdido entre a burguesia e os trabalhadores, procura refúgio nas formas avançadas do processo tecnológico que o capital oferece e no seu deleite consumista. Falar em classe para este aglomerado humano no sentido clássico dado a ele pelo materialismo histórico  é forçar um pouco as coisas, mas devido à importância que ela teve e ainda tem como formadora de opinião e como força política que é, não seria muito incorreto tratá-la como classe, sabendo de antemão destes limites teóricos, históricos e reais.
Perdida que está, dilacerada no âmago do seu ser, a classe média tenta, de todas as formas lutar, e se debate entre sua extinção como classe pelo capital e como força política hoje, tomando, a força, consciência da iniqüidade do capital e dos seus limites enquanto classe, sem projeto e vida própria que na realidade sempre foi isto que a caracterizou e caracteriza.
Sem vida própria, a classe média não é mais que um aglomerado numeroso de seres humanos, lutando desbragadamente a procura da tão falada felicidade do capitalismo e o seu temor de se proletarizar, envolta no desemprego crônico, na insegurança, no medo e no eterno conflito político/econômico histórico que a caracteriza enquanto classe. Abraçar a transformação da sociedade ou tornar-se de fato uma força política contrária aos interesses da sobrevivência digna do ser humano neste planeta é um dos seus dilemas.
Classe média, aglomerado de milhões de seres humanos perdidos diante da avalanche destruidora do capital, é diante desta realidade que a classe média se encontra. Abraçar a transformação pelo socialismo-democrático-popular ou enterrar-se na destruição do planeta que o capital está impondo ao mundo todo, este, enfim, é o seu dilema que a mortifica!
Será...?! 

Ari de Oliveira Zenha é economista

segunda-feira, 21 de março de 2011

Manifestação Artística

Eu com Você!

Só queria poder ter alguém com quem falar.
Ligar de madrugada as 4:17 pra dizer o que sonhei.
Fazer surpresa em uma segunda-feira preguiçosa.
Acordar-te cedo em um domingo ensolarado.
Pode levar para almoçar em um dia qualquer, por simplesmente almoçar junto.
Entregar flores e chocolates no meio da rua.
Assistir um filme de terror só para te fazer sentir segura comigo.
Andar de mãos dadas por ai pensando no vazio.
Caminhar juntos sem rumo.
Dar risada das coisas de nós dois.
Brigar por coisas sem sentido.
E fazer as pazes e começar tudo de novo.
Só queria alguém com quem compartilhar.

sábado, 19 de março de 2011

Hoje é Sábado! Dia de Bate Papo!

Entrevista Douglas Elias Belchior

"A exclusão da população negra dos espaços educacionais acompanha a história do Brasil"

Por Otávio Nagoya
Caros Amigos
Em entrevista a Caros Amigos, o professor de história e integrante do conselho geral da UNEAfro Brasil fala sobre a exclusão da população negra e pobre no Brasil, os desafios da Educação Popular e a necessidade de transformações sociais.
Neste início de ano, a UNEAfro Brasil anunciou a abertura de 2 mil vagas para estudantes de baixa renda em sua rede de cursinhos pré-vestibulares, inseridos em 19 municípios no Estado de São Paulo. As matrículas para o primeiro semestre abriram no dia 26/02 e  seguem até dia 12 de Março.

Caros Amigos - Como surge a UNEafro-Brasil?
Surge do anseio de lideranças comunitárias e militantes sociais que já organizavam cursinhos comunitários e buscavam construir um movimento popular a partir dessa experiência com a educação popular. Cursinhos Comunitários ou Populares são, sem dúvida, um dos maiores movimentos sociais do Brasil. Em cada grande e média cidade, lá estão os cursinhos, frutos da autonomia e organização local. No entanto, não há articulação entre eles, menos ainda no sentido da luta política.
A UNEafro-Brasil nasce também com essa expectativa: articular os diversos cursinhos do país numa rede de articulação que possa construir luta popular através de um calendário unificado e ações políticas mais amplas. E está dando certo. Já somos 42 núcleos de base, sendo 39 cursinhos comunitários em 19 cidades do Estado de São Paulo, além de núcleos iniciantes em Salvador (BA), Duque de Caxias (RJ), Londrina (PR) e Porto Alegre (RS).


Caros Amigos – E quais são as reivindicações do movimento?
São a luta contra o racismo estrutural brasileiro em todas as suas vertentes e dimensões e da defesa dos direitos humanos e constitucionais; responsabilização do Estado brasileiro pelas mazelas sofridas por negras/os e não negras/os pobres; defesa intransigente de políticas públicas de ação afirmativa, entre elas o sistema de cotas para negras/os nos diversos espaços sociais; defesa intransigente da educação pública, popular, gratuita e de qualidade, casada à defesa das Ações Afirmativas e Cotas para a população negra em universidades; exigência de aumentos substanciais nos investimentos para a Educação (mínimo de 10% do PIB), desde o ensino fundamental, até a ampliação das vagas em universidades públicas; por uma mudança na forma de acesso à Universidade e pelo fim do atual modelo de vestibular; pela valorização do profissional da educação e por uma política pedagógica voltada para a realidade das comunidades.


Caros Amigos - Na avaliação da UNEafro-Brasil qual é a atual condição educacional da população negra no País?
A exclusão da população negra dos espaços educacionais é um fato que acompanha toda a história do Brasil. Negros(as) ainda escravizados(as), quando da organização das escolas públicas tiveram seu acesso negado. Depois da abolição, apesar da teórica igualdade de direitos, as condições sociais a que os negros(as) foram colocados, somada ao alto nível de preconceito e racismo, limaram a presença negra das escolas e universidades.
Hoje, o resultado é fruto dessa história e do descaso habitual e propositado dos governantes brasileiros. Em 2010, o IBGE revelou que há duas vezes mais brancos alfabetizados e três vezes mais com o ensino médio completo. A desigualdade fica ainda mais explícita quando percebemos que os brasileiros(as) que se classificam como pretos(as) e pardos(as) já são mais da metade da população (51,1%).
O número de estudantes brancos no ensino superior é mais que o dobro do de negros. Já nos níveis mais básicos de educação, a proporção de  analfabetos nas populações negras e pardas é de cerda de 13,5%, enquanto a proporção de brancos analfabetos é de 5,9%.
Esse mesmo estudo revelou que Negros com 12 anos ou mais de escolaridade também têm menor proporção de rendimento por hora do que brancos com o mesmo grau de instrução. Mesmo com mais anos de estudo, os negros ganham somente 69,8% do rendimento dos brancos.
Isso demonstra o quanto precisamos caminhar no sentido da equidade entre negros(as) e brancos(as) no Brasil. Ações afirmativas e focadas na população negra tais como cotas em todos os espaços sociais, desde universidades e mídias até no mercado de trabalho e concursos públicos, aliada ao aumento real de investimentos em educação (mínimo de 10% do PIB), são ações que o movimento negro brasileiro reivindica há anos.


Caros Amigos - Qual é a importância da educação no processo de transformação dos jovens de baixa renda?
A UNEafro-Brasil acredita e se propõe a praticar uma educação popular e libertadora. Claro que isso falado e escrito é bem mais fácil que a sua prática. Mas, esse é um desafio que aceitamos. Os estudantes negros, brancos pobres, filhos da classe trabalhadora chegam aos nossos cursinhos em busca de uma “educação propagandeada”, aquela que serve para a disputa de um lugar no mercado de trabalho.
Essa é a necessidade concreta dos pobres que vêem na educação seu passaporte para ascensão social, para um melhor emprego e salário. Em princípio não podemos frustrar essa expectativa, por isso trabalhamos com as disciplinas da grade regular e buscar dar qualidade ao “serviço” oferecido.
No entanto, paralelo a isso, a partir da convivência em nossos espaços, buscamos construir um diálogo sobre a realidade brasileira e sobre o conjunto de opressões que nos sufocam, sempre com o intuito de provocar os estudantes e incitar uma leitura mais crítica da realidade e a vontade coletiva de se organizar e reagir.


Caros Amigos - Para a UNEafro, quais são os caminhos possíveis para alterar as condições educacionais da população pobre no Brasil?
Não é possível ficar esperando que os governos façam ou que o Estado faça as mudanças que o País e nosso povo tanto precisam. O Estado Brasileiro, construído para defender os interesses de grupos econômicos, clãs políticos e familiares, empresas nacionais e internacionais continua saudável e intocável. Se por um lado, ao dialogar com a realidade concreta e a necessidade imediata, precisamos estabelecer diálogo e pressão para que governantes garantam o mínimo para a sobrevivência da população, por outro, a organização popular nunca foi tão necessária para a construção de um poder capaz de alterar a atual correlação de forças.
O mundo está vivendo um momento interessante do ponto de vista de rebeliões populares. E a pauta que leva milhares de pessoas às ruas em vários países são exatamente as mesmas que afligem o povo brasileiro: melhores condições de vida; salário digno, moradia, saúde e educação. O papel dos movimentos populares é alimentar a esperança e continuar construindo, no dia a dia, o pensamento, a postura e o discurso contra hegemônico. Em algum momento a água da paciência e da inércia vai transbordar também no Brasil. E as organizações populares devem estar preparadas para isso.
Caros Amigos - Como são organizados e como funcionam os cursinhos populares da UNEafro-Brasil? Quais são os principais objetivos?
A UNEafro se organiza através de núcleos de Base. A maior parte desses núcleos, por sua vez, organiza Cursinhos Comunitários coordenados por grupos de até 10 militantes, que buscam na própria comunidade um espaço físico para as aulas e professores voluntários. Assim, após a construção coletiva de um planejamento de trabalho, oferecem preparação para provas do Enem, vestibulares no geral e concursos públicos.
Ancorada nos pensamentos de Paulo Freire, buscamos a prática da Educação Popular como uma teoria de conhecimento referenciada na realidade, com metodologias incentivadoras à participação das pessoas, permeadas por uma base política que estimula as transformações sociais e orientadas por anseios humanos de liberdade, justiça, igualdade e felicidade.


Caros Amigos - Além dos cursinhos, quais as outras atividades sociais promovidas pela UNEafro?
A UNEafro também é Ponto de Cultura e promove oficinas de Percussão, Dança Afro, Estética Negra, Capoeira. Além do trabalho voltado para a preparação para vestibulares, Enem e concursos, nossos núcleos desenvolvem também escolinhas de futebol e artes marciais. Organizamos grupos de estudo e preparação para Pós Graduação e Mestrado, além da organização das Aulas Públicas, que são aulas ao ar livre, em praças públicas e terminais de grande circulação, onde promovemos diálogo direto com a população, sempre com temática social.


Caros Amigos - O que tem programado para este ano?
Com o carnaval em março, nossos cursinhos começam mais tarde nesse ano de 2011. Nesse momento a rede está com 2 mil vagas abertas à comunidade. Esse é o momento também de convite à adesão de professores(as) voluntários(as) (Veja os contatos).
No dia 26 de Março acontece a 'Aula Pública Inaugural dos Cursinhos da UNEafro,' momento em que reuniremos todos os estudantes matriculados em nossa rede. Esta atividade está programada para acontecer na Cidade Universitária – USP Butantã e a UNEafro contará com o apoio de grupos de estudantes internos à Universidade.
Ainda em março nossos núcleos devem organizar diversas atividades temáticas da luta da Mulher, uma vez que em cada cidade nossos núcleos organizam ações a partir das demandas das comunidades onde atuam.
O Mês de Abril será um período de preparação do ato de 13 de Maio, que deve voltar a trabalhar com a questão da violência policial e do racismo institucional que tanto vitimiza especialmente a juventude negra. Aliás, essa será uma pauta que a UNEafro, ao lado de diversos outros movimentos tais como MNU e Tribunal Popular, vai encampar durante todo o ano, no sentido de denunciar e combater as ações do Estado penal brasileiro.
Junho é mês de organização de simulados e vestibulares de meio de ano, trabalho que toma muita energia. Julho é mês de Assembléia Geral, momento em que reunimos militantes de todos os núcleos para reflexão e debates sobre os rumos do movimento.
Portanto, agenda cheia nesse primeiro semestre de 2011.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Agenda Cultural Alternativa



Metal Destruction:
Funeral (Death Metal - Py)
Headbreaker (Heavy Metal - Py)
Mastermind (Thrash Metal - Py)
Local: Casulo Rock Bar
Data: 19/03/2011
Entrada: R$: 5,00
Hora: 23:00.
Informações: Robinho - 9927- 4166 / 8427- 0161



Debate com Renan Inquérito: “Um Brinde” – O Impacto do álcool na sociedade.
Local: Teatro Barracão (Praça da Bíblia) 
Entrada: Franca
Data: 19/03/2011
Hora: 17:00





Feirinha da JK
Data: domingo
Local: Avenida JK, em frente à agência da Caixa Econômica Federal
Horário: 8h às 12h
Entrada: franca.

Feirinha da Praça
Data: sábados e domingos
Local: Avenida Rep. Argentina, em frente ao Teatro Barracão
Horário: 8h às 12h
Entrada: franca.

Cine Cataratas Jl Shopping
Rango
Gênero: Animação
Classificação: Livre
Legenda: Dublado
Duração: 1h47min
Horários: Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça: 15:00h e 17:20h / Quarta e Quinta: 15:00h, 17:20h, 19:30h e 21:50h

Justin Bieber: Never Say Never (3D)
Gênero:Musical
Classificação: Livre
Legenda: Dublado
Duração: 1h45min.
Horários: Diariamente: 19:10h (Dublado) / Diariamente: 21:40h (Legendado).

Gnomeu e Julieta (3D)
Gênero: Animação
Classificação: Livre
Legenda: Dublado
Duração: 1h24min
Horários: Diariamente: 14:00h e 15:50h e 19:45h

O Discurso do Rei
Gênero: Drama
Classificação: 12 Anos
Legendado
Duração: 2h03min
Horários: Diariamente: 16:20h, 18:50h e 21:20h.

Esposa de Mentirinha
Gênero: Comédia Romântica
Classificação: 12 Anos
Legenda: Legendado
Duração: 1h57min
Horários: Diariamente: 16:00h, 19:00h e 21:30h.

Animais Unidos Jamais Serão Vencidos (3D)
Gênero: Animação
Classificação:  Livre
Legenda: Dublado
Duração: 1h36min
Horários: Diariamente: 18:00h e 20:00h

Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles
Gênero: Ficção
Classificação: 12 anos
Legenda: Legendado
Duração: 1h56min.
Horários: Diariamente: 14:10h, 16:30h, 19:00h e 21:40h.

Cine Boulevard
 O Ritual
Classificação: 14 anos
Gênero: Suspense
Legenda: Legendado
Duração: 1h 54min.
Horários: Diariamente: 19:30h e 22:00h.

Bruna Surfistinha
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama
Legenda: Nacional
Duração: 1h 50min.
Horários: Diariamente: 17:40h, 20:00h e 22:30h

Passe Livre
Classificação: 14 anos
Gênero:
Legenda: Legendado
Duração: 1h. 45min.
Horários: Diariamente: 17:20h, 19:30h e 21:50h.

Bravura Indômita
Classificação: 16 anos
Gênero: Faroeste
Legenda: Legendado
Duração: 1h. 50min.
Horários: Diariamente: 17:30h, 19:50h e 22:15h.

Desconhecido
Classificação: 14 anos
Gênero: Suspense
Legenda: Legendado
Duração: 1h.53min.
Horários: Segunda a Sexta: 20:00h e 22:20h / Sábado e Domingo: 17:40h, 20:00h e 22:20h.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Debate: Um brinde

"UM BRINDE"


O projeto um brinde visa fomentar um debate amplo sobre o álcool, envolvendo segurança pública, saúde, educação, trabalho, cultura, violência doméstica e contra a mulher, acidentes de trânsito, produção de etanol, impacto ambiental, dependência química, economia, entre outros.


O debate se dará a partir da exibição do vídeo clipe da música “Um Brinde”, do grupo de rap paulista “Inquérito”. O vídeo produzido por Vrass77 com roteiro de Renan Inquérito foi gravado na região metropolitana de Campinas-SP. Para abrir o debate estará presente Renan, integrante do grupo Inquérito.


Durante os três minutos gastos para a exibição do videoclipe 14 pessoas morrem no mundo vítimas do álcool. O álcool está associado também a 30% dos casos de violência contra mulheres e 80% dos casos de violência doméstica, 50% dos acidentes de trânsito têm o produto como agente responsável. A substância está também relacionada com 25% dos casos de homicídio e 50% dos suicídios no Brasil. No último ano 416 pessoas morreram na indústria da cana de açúcar só em São Paulo. Na saúde, o Governo Federal investe por minuto R$ 390,00 no tratamento e recuperação dos dependentes.


É importante fomentar a discussão sobre essas problemáticas entre os jovens que são carentes de espaços de discussão. Abordando esse tema com uma linguagem mais apropriada e de identificação com a juventude e utilizando-se da ferramenta do audiovisual, o projeto torna-se mais atraente para esse público, o que além de um crescimento individual compõe um processo de crescimento coletivo.


Foz do Iguaçu é uma cidade conhecida nacionalmente por seus altos índices de violência entre os jovens. Resultados como estes apenas reforçam a necessidade de trabalharmos com esses jovens, promovendo ações como esta em estratégia de sensibilização e mobilização e estimulando a reflexão dos próprios jovens como protagonistas de sua própria história.


O evento ocorrerá no sábado, dia 19 de março a partir das 17:00hs, no Teatro Barracão (Praça da Bíblia, Av. República Argentina).


O evento conta com o apoio de: CDHMP (Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu), Sindicato dos Jornalistas, APP Sindicato, SITRO-FI (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários), Gebing Transportes Ltda, Construtora Taquaruçu.






Clip da música "um brinde": http://www.youtube.com/watch?v=ZAaQlpwRgeo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Parar de crescer não significa parar de se desenvolver

Marcus Eduardo de Oliveira*
Adital
Um dos pontos mais importantes discutidos nos meandros da economia ecológica diz respeito ao fato de que fazer a economia parar de crescer não significa, conseqüentemente, parar de se desenvolver. O que os economistas com uma visão mais apurada da questão ambiental desejam é justamente obter desenvolvimento. O que esses mesmos economistas tanto condenam é o crescimento conseguido sob as ruínas da degradação do capital natural. Assim, a economia ecológica não se coloca contra o desenvolvimento, mas sim contra as elevadas taxas de crescimento que inflam a economia à custa de piorar o meio ambiente, e, por conseguinte, a qualidade de vida.
Em termos de definição, crescimento é o aumento na produção, na parte física; em outras palavras é "mais quantidade”. Desenvolvimento, por sua vez, supera essa idéia e busca "mais qualidade”. Com tecnologia e inovação, é possível produzir a mesma quantidade de bens, porém de forma eficaz, com qualidade. A idéia fundamental então é a seguinte: produção deve servir para repor, e não para acumular. Hoje, vivenciamos o contrário. A preocupação primeira da economia tradicional é produzir para acumular.
Entender isso passa primeiramente pela necessidade de se ter em conta que o desenvolvimento não está ligado ao crescimento econômico. Trata-se de pura e cristalina ilusão achar que fazendo a economia crescer atinge-se, por conseqüência, o desenvolvimento. Logo, por essa perspectiva, o processo entendido como "desenvolvimento econômico” (qualidade) não só é desejável como é perfeitamente possível, ainda que não haja crescimento (mais quantidade) da economia.
A questão primordial nos parece ser essa: se continuarmos colocando a economia sob as bases do processo produtivo que responde apenas (e em nome) pelos (dos) ganhos do mercado de capitais, não se logrará sucesso algum, visto que esse mercado somente tem olhos para a "quantidade”. O que é necessário fazer e, isso não é tarefa fácil, é direcionar à produção para o atendimento exclusivo das necessidades humanas, que não necessariamente passam pela questão do "ter”. Para isso é imprescindível colocar a economia a serviço das pessoas, rompendo-se assim com a situação tradicional que tem vigorado por longo tempo que insiste em colocar as pessoas a serviço da economia.
Urge entender, definitivamente, uma premissa relativamente simplista: a economia, em larga medida, precisa fazer sua volta às origens que remontam aos tempos em que estava incubada nos aspectos da Filosofia Moral, quando os clássicos, na elaboração de seus primeiros "tratados”, orientavam à economia (atividade produtiva) para que as pessoas com isso atingissem o bem-estar comum, a felicidade plena.
Na esteira desse comentário, é de bom alvitre salientar que a felicidade, embora encontre morada em uma base conceitual de total subjetividade, nunca esteve ligada a posse de dinheiro. Dentro dessa perspectiva, não é o mercado então, como insistem alguns e como quer fazer prevalecer a economia tradicional, um lugar "sagrado” onde se encontra à venda uma mercadoria chamada "felicidade”. Felicidade não é (e nunca foi) uma mercadoria; logo, não tem preço!
Compreender isso, de certa forma, ajuda a romper com a lógica de que a economia deva ser vista meramente como uma ciência que dita e direciona os rumos apenas do mercado em seu bel-prazer, como se o mercado fosse unicamente responsável por gerar felicidade e bem-estar. Antes disso, é oportuno salientar que a economia - sendo uma disciplina pertencente ao campo das humanidades - deva estar preocupada exclusivamente com o bem-estar das pessoas, tomando a noção básica de que se trata de uma ciência feita pelas pessoas e para as pessoas. Por sinal, a economia nasceu para isso; para fazer as pessoas prosperarem no aspecto mais básico e elementar: atingir qualidade de vida.
Querer medir o desempenho (melhoria) de uma sociedade pelo que se pode (ou se deseja) comprar num shopping center é fazer da vida uma mera questão mercadológica, tipificando as coisas pelo sistema de preços. Definitivamente, a ciência econômica precisar superar essa visão antiga e prosperar sobre a afirmação de que depende totalmente das coisas da natureza, daí a necessidade suprema em se praticar a preservação e a sustentabilidade, para que com isso ocorra sua efetiva consolidação de ciência social que esteja a serviço de melhorar a vida das pessoas.

*Economista brasileiro, especialista em Política Internacional. Articulista do site “O Economista”, do Portal EcoDebate e da Agência Zwela de Notícias (Angola).