quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Contra os Agrotóxicos e Transgênicos


Descaso com demanda popular sobre agroquímicos desencadeia greve de fome

Na manhã desta terça-feira (9), o engenheiro florestal Claudio Lowy iniciou uma greve de fome como forma de protesto à falta de atenção e resposta do Defensor do Povo sobre as fumigações que afetam milhares de argentinos e argentinas.
Há quase um ano, em dezembro de 2009, população e integrantes da Área Ambiental da Defensoria do Povo da Nação se reuniram para conversar sobre uma mudança da metodologia na classificação dos agroquímicos. Em maio deste ano, a solicitação de mudança foi concretizada com um Requerimento, firmado por mais de 2.700 pessoas e enviado ao Defensor do Povo solicitando sua intervenção.
A resposta sobre esse Requerimento deveria ter sido dada ao povo no próprio mês de maio, conforme promessa. No entanto, até o momento nada foi feito. Com a proximidade do plantio da nova safra de soja transgênica, cerca de 12 milhões de pessoas devem sofrer mais uma vez os efeitos nocivos da fumigação de pesticidas.
Inconformado com esta situação e ciente de que a época das fumigações é difícil para a população, Lowy decidiu iniciar uma greve de fome em frente à Defensoria do Povo da Nação até que seja dada uma resposta positiva sobre o Requerimento.
O documento solicita que "a classificação toxicológica dos agroquímicos considere o conjunto de todos os danos à saúde que por sua toxidade podem gerar estes produtos, e não só a toxidade letal aguda, como ocorre na atualidade, assim como que os que não tenham demonstrado o grau de sua toxidade sub-letal e crônica sejam classificadas como ‘sumamente perigosos, muito tóxicos’; e identificados com faixa vermelha". Esta demanda foi feita visto que os pesticidas têm sido classificados de um modo muito mais leve e benigno do que na verdade são.
A concretização desta proposta faria com que os agroquímicos fossem classificados com uma toxidade maior, correspondente aos riscos e desconhecimentos reais dos danos que podem provocar à saúde e ao meio ambiente. A mudança permitiria que os produtores rurais realizassem as fumigações apenas em áreas distantes de moradias e comunidades e não "do outro lado da rua", como se vem fazendo hoje.
Outra solicitação importante é que "os estudos sobre os quais se baseiam as classificações dos agroquímicos sejam realizados por pesquisadores, empresas ou laboratórios que não estejam ou não hajam estado vinculados às empresas e laboratórios que patenteiam, elaboram ou comercializam os agroquímicos".
Isso é pedido já que, de acordo com comunicado de 15 de julho deste ano do especialista Alberto Cassano, a recomendação da Agência de Proteção Ambiental estadunidense para a aprovação do glifosato "se baseia basicamente no trabalho de Williams e colaboradores que foi realizado em conjunto e financiado por Monsanto".
Tendo consciência sobre seu direito a viver em um ambiente saudável e sabendo que o Estado é quem deve provar que os agroquímicos e os processos produtivos não causam danos, argentinos e argentinas afetados exigem que o Defensor do Povo da Nação dê atenção à causa da mudança da metodologia na classificação dos agroquímicos e evite a ocorrência de uma série de doenças nas povos afetados.
Com informações da Rede Nacional de Ação Ecologista da Argentina - Renace



Ativistas contra Bayer e Monsanto
Durante um congresso ativistas denunciam o financiamento de pesquisa pelas transnacionais
Durante o 23º Congresso de Entomologia (ciência que estuda os insetos), realizado no final de setembro em Natal (RN), estudantes e atores realizaram um protesto bem humorado contra as transnacionais Monsanto e Bayer.
Dentro do estande da Monsanto os ativistas encenaram o extermínio da biodiversidade gerado pelas transnacionais, "desmascarando a estratégia de financiamento de pesquisa para lucros próprios"
O protesto, filmado e postado no youtube, termina com a seguinte mensagem de denuncia: "A Monsanto vive as custas do meio ambiente. Seus Agrotóxicos contaminam a Terra. Suas sementes transgênicas destroem a biodiversidade e aprisionam agricultores. No Brasil, a Monsanto atua em paceria com a Embrapa. A Bayer produz um dos pesticidas mais venenosos do mundo. Quer implantar milho e arroz transgênicos dependentes dos agrotóxicos que produz. No Brasil, foi acusada de contaminar o Rio Sapurai, em Belford Roxo (RJ), com ascarel e mercúrio".

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